“A ayahuasca para mim, tem como grande mérito avivar a
energia amorosa em nosso ser e como acredito que o amor é a única energia que
existe, ele é primordial em todos processos de cura, auto cura e efeitos diversos
conhecidos como limpezas, nada mais é do que a forma como nosso corpo, mente e
espírito interagem com a energia do amor; então vou falar de uma experiência
muito significativa durante um pequeno ritual em Urubici, um amigo que se
acidentou a trinta anos atrás teve como sequela uma dor de cabeça que o
perseguia a três décadas e durante um ritual em que ele concluiu seu processo
de subida da kundalini ele sentiu uma dor de cabeça intensa e após ser cuidado
por três curadores ele lidou com o trauma que gerou a sua dor e livrou - se
definitivamente da dor que o afligia”
Paulo Gomes
“Em algum momento enquanto estava na força algo incrível
aconteceu...
Quando dei por mim eu estava em uma mata fechada e logo veio
duas pessoas em minha direção, logo me dei conta que eram índios, mas consegui
ver apenas o índio que estava na frente, ele era meio velho e tinha aparência
daqueles índios norte-americanos,
Logo que ele chegou ele colocou sua mão em meu rosto (pude
sentir o toque e o calor de suas mãos em meu rosto perfeitamente) em seguida
com a outra mão ele começou a fazer movimentos como se estivesse tirando algo
de mim, e logo em seguida eu vi uma mancha preta se retorcendo e diminuindo, eu
percebi que estava dentro de mim essa mancha. Depois disso eu voltei...
Ao final do trabalho e dias depois reparei que não sentia
mais vontade de um vício que tinha, após conversar com algumas pessoas percebi
que recebi uma grande cura, foi aí que percebi que meu primeiro trabalho com a
medicina já valeu para a vida toda”.
Bruno Polleto
"Antes de tudo, sempre, gratidão! Pelo acolhimento, pelo
trabalho maravilhoso que você e as meninas fazem na Morada. Sem o carinho e o
respeito com que vocês recebem cada pessoa, sem o carinho com que vocês também
me receberam, eu sei que não estaria onde estou hoje, não teria as experiências
que tive, as preciosas lições que pude receber e reconhecer.
Tenho feito nessas últimas semanas minhas meditações, meus
rituais pessoais, o último deles terminou com um insight que virou esse texto:
Em um mês completa um ano que iniciei minha caminhada com a
ayahuasca, um ano que minha vida deu várias guinadas inesperadas. Senti muito
forte a necessidade de parar, de me retirar por um momento e rever a pessoa que
fui, observar as mudanças que aconteceram.
Tive na vida, até este momento, dois eventos que promoveram
mudanças drásticas, o primeiro deles, em outubro de 2008, um acidente a caminho
da faculdade e a pessoa que eu era, os sonhos que eu tinha, os planos... muitos
deles se quebraram junto com os ossos do lado esquerdo do meu corpo, outros
definharam lentamente após as semanas que se tornaram meses em cima de uma
cama. Muito da pessoa que eu era ou sonhava me tornar foi morrendo, vítima da
dor incessante.
Apesar de tudo, de todas as dores e perdas, tornei-me ainda
mais obstinada. Disseram que eu não andaria, chorei e gritei a cada passo que
tive que reaprender, hoje estou em pé.
Disseram que eu viveria a base de remédios, aprendi a
conviver com a dor.
Disseram que minha vida seria feita de limites, me adaptei.
Disseram que a dor me tornaria amarga, que me tornaria dura,
mal sabiam que a dureza era semente, mal sabiam que a dureza era semente.
Escolhi não amargar, escolhi me encher de flores e cores, escolhi pintar o
mundo cinza que me colocaram com todas as cores de todas as formas que eu
puder. Escolhi o caminho da luta ao invés do auto piedade, mesmo que a dor seja
a primeira e a última sensação do dia, vou cerrar meus dentes e seguir em
frente, guardar aquela parte de mm que está gritando e vou sorrir, abraçar,
cantar e me lembrar de tudo o que me faz feliz, de tudo o que me faz dar mais
um passo.
Quando me vi quebrada, não me restou opção que não juntar
meus pedaços e construir uma pessoa mais forte, a tempestade que não conseguiu
me matar quebrou meus galhos, arrancou minhas folhas, mas também me fez
florescer.
Disseram que a dor me tornaria amarga, que me tornaria dura,
mal sabiam que a dureza era semente.
Eis que há um ano eu estava em outra tempestade. Assistindo,
impotente, aos meus sonhos desvanecerem. Não me via como uma pessoa forte, via
uma pessoa levando um dia após o outro, tentando, tentando e fracassando em
todas as tentativas de agradar, machucando e sendo machucada, me alimentando e
sendo alimentada por mágoas que fizeram cada pedaço meu adoecer.
Foi aí que um amigo me falou desse tal de chá e numa fria
noite de agosto de 2016 lá estava eu, sentada no chão duro me perguntando “o
que é que estou fazendo aqui? ”
Às vésperas de completar um ano consagrando o vinho das
almas, após este um mês refletindo, posso afirmar com toda a certeza: o chá me
destruiu.
Destruiu aquela pessoa que estava presa num relacionamento
que havia se tornado um círculo de mágoas. Deu-me voz para dizer não, fez-me
vomitar cada mágoa que me alimentaram, deu-me coragem para abandonar tudo e
recomeçar.
Enlouqueci, disseram, mude de cidade, mudei de emprego,
mudei!
A ayahuasca me quebrou e mil pedaços, me fez rever todas as
dores de uma vida inteira e muitas outras vidas; senti mais uma vez cada perda,
cada tristeza, cada osso quebrado.
E vi o quanto sou forte.
Por sobreviver, por aguentar todas aquelas feridas e
batalhas, me levantar e seguir em frente.
Me fez chorar, me fez engasgar e soluçar até não ter mais
forças. Me disse “ filha, chora, chora que a lágrima cura. ” Chorei até que as
lágrimas curassem todas as feridas.
E chorei de alegria. E me enchi de alegria até transbordar.
Ouvi vozes e vi espíritos que me pediram coisas!
Me pediram paciência, me pediram que aprendesse! Aprendesse
a esperar, que aprendesse a cantar uma canção de luz, que aprendesse a curar.
Me ensinaram coisas que eu sequer imaginava, cada qual à sua maneira me ensinou
uma lição diferente e pediram “ o que tu aprendes hoje, faz amanhã. O que tu
aprendes aqui, faz lá fora. ”, afinal de que adianta o aprendizado sem a
prática?
Comecei então a me encher de coisas novas, novos hábitos,
novos sentimentos, novas ideias.
Me vi fazendo coisas impensáveis!
Em vez de brigar, acolhi. Em vez de gritar, abracei. Em vez
de insistir, dei espaço. Em vez de me ressentir, perdoei. Em vez de calar,
levante minha voz e me fiz ser ouvida.
A ayahuasca me colocou em um caminho que destruiu e tirou
daquela pessoa que eu era tudo o que eu já não mais precisava, todo o peso
desnecessário. Me vi nua, me vi insignificante, me vi como realmente sou, vi
minha dualidade, minhas forças e fraquezas. Pela primeira vez fui capaz de
abraçar-me, abraçar minhas qualidades e defeitos, minhas dores e alegrias,
abraçar-me por inteiro.
A ayahuasca me despedaçou, me desmanchou em mil pedaços e
entregou-me dizendo “vá se reconstruir, vá fazer do que sobrou algo melhor, vá
lá construir seu caminho”.
Vejo-me agora pronta para juntar cada pedacinho, para deixar
que cada pedacinho tome seu lugar, para seguir em frente, desta vez cheia de
força, cheia de alegria, cheia de amor. Desta vez, me levanto e agradeço"!
Michele Mian
“Torno publica minha experiência com a ayahuasca e espero
com isso auxiliar pessoas que passam pelo mesmo sintomas.
Cheguei ao chá a um pouco mais de 3 anos, eu tinha um
problema sério de perda de memória, algo grave, eu chegava a me perder na rua e
viajava ao passado, lembrando até o número de telefone de minha casa, quando
tinha 7 anos de idade.
Eu não sabia das propriedades do chá e aos poucos
consagrando a ayahuasca todos os sábados a minha memória foi retornando e esses
esquecimentos foram ficando para trás. Após ler sobre algumas pesquisas
realizadas, descobri que uma das inúmeras propriedades da ayahuasca é fortalecer
os neurônios, inclusive testes feitos com pacientes no tratamento do Alzheimer,
tiveram melhoras significativas. Outro caso curioso, foi com relação ao meu
intestino, desde 2006 ele parou de funcionar e mesmo fazendo exames
desconfortáveis, nenhum médico achou a solução, resultado me virei como deu, a
base de laxante diariamente e kefir, para repor a flora intestinal. Já estava
conformado com isso, quando recebi através de um trabalho de ayahuasca uma
orientação de como melhorar isso, coloquei em prática e hoje já estou no 7º dia
sem laxantes e intestino funcionando perfeitamente. O chá pode curar
enfermidades, quando nos abrimos aos ensinos da alma. Pois é isso sua principal
função: Nos ensinar a melhorar e com isso nos curarmos espiritualmente e fisicamente.
Sou muito grato ao meu companheiro de 12 anos e meio, que mesmo contra minha
vontade, insistiu para que eu bebesse o chá, agradeço a mim por ter ido beber o
chá, por estar caminhando no caminho da luz e buscando a cada dia melhorar como
ser encarnado e claro não posso deixar de agradecer a todos os “Guardiões da
Ayahuasca” que sempre me serviram um copo do chá. Graças a essas almas de luz
encarnadas hoje estou melhor e sigo melhorando”. Ahow!!
Mario Sita

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